quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sinto


como se estivesse presa. Presa ao meu passado, àquelas fotos que hoje enfeitam a estante da sala. Sei que preciso me desfazer delas, mas minha alma não me deixa fazer isso. Sinto como se o presente já não me importasse. Sinto que já não possuo mais aquele órgão que chamam de coração. Já não tenho mais certeza se é isso o que quero: sentir. Pois é só isso que acontece. Eu sinto. Nada mais. Já não ajo mais. Por medo. Medo ele que possui e engole todo o meu ser. Medo de decepcionar à todos, medo de deixá-lo sem ação. Medo! Medo este que aparece sempre quando eu menos espero e preciso. Volto à sentir, só sentir. Sentir apreço por ele. Sentir amor! Amor... Este amor só me deixa mais prisioneira. Prisioneira de mim, prisioneira do medo, dos fatos. E se o que sinto é realmente amor e medo, desejo que isso acabe. Desejo que isso se torne algo indiferente para mim. Desejo que este fim esteja próximo, pois se não estiver, o que estará é o meu fim.
Débora França.

Tenho me olhado no espelho

por tanto tempo que começo a acreditar que minha alma está do outro lado. Todos esses pequenos pedaços caindo e quebrando-se. Pequenos demais para terem alguma importância, grandes demais para me machucarem de forma irreversível. Então eu sangro, eu sofro, eu morro. Eu não respiro. Puxo o ar e tento tomar fôlego para levantar a cabeça e seguir em frente. Mas falta-me forças. Diga que estou doente e que quando eu melhorar tudo vai voltar para o seu devido lugar. Diga que a culpada de tudo isso sou eu. Diga. Apenas diga alguma coisa, não fique em silêncio.
Débora França.

Ultimamente

eu tenho percebido o quando estamos distantes. Brigas, desencontros, palavras ditas nas horas erradas, horas erradas constantes. É... acho que, talvez, o fim esteja próximo. Não era bem isso que eu queria para nós, mas se o destino quis assim, vai ter que ser assim. É difícil ter que admitir isso, mas eu ainda amo você. O comodismo está chegando cada vez mais perto, dos dois lados. E o conformismo também. Eu juro que não queria isso para nós dois, mas aconteceu. Eu só não quero me machucar.
Débora França.

sábado, 26 de dezembro de 2009

De longe

observo a sua partida. Nenhum adeus. Nenhuma satisfação. Nada. Mas é assim mesmo... você sempre vai se decepcionar com as pessoas. Resta a você, escolher por qual delas vale a pena. E, sinceramente, acho que por você não vale. Sei que vou sofrer involuntariamente, mas permaneço aqui, pois sei que um dia você irá voltar. E quando este dia chegar vou poder dizer "você nunca foi importante pra mim".
Débora França.

Viva

o hoje sem pensar no amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua vida. Saia com a galera, beba todas, pense positivo, fique alegre, não pense nos problemas, sinta-se leve, ria bastante, se deslumbre com o pôr do sol. A vida é muito curta, não desperdice. Ouça o seu coração, plante amores pelo caminho, compartilhe as melhores coisas com todos à sua volta, sorria! Isso faz bem.
Débora França.

Me promete

que você sempre vai estar aqui do meu lado nos melhores e piores momentos. Me promete que você vai me amar pra sempre e que nunca vai me deixar. Me promete que a última coisa que você vai pensar, antes de dormir, é em mim. Me promete que nunca vai embora. Me promete. Eu só quero que me prometa.
Débora França.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Eu não consigo

mais me imaginar sem sua presença. Mas é exatamente isso que eu preciso fazer. Me conformar e aceitar que você já se foi e que nunca mais irá voltar. Sua face, seus olhos, seu cheiro, me perseguem, fixam em minha mente como nunca consegui imaginar. Eu me lembro bem daquela tarde em que fomos felizes e prometemos viver juntos pra sempre. Mal sabíamos que isso logo acabaria e que a únicas coisas que restariam seriam lembranças. Doces lembranças. Por favor, se puder, volte pra mim.
Débora França.

Metade de mim


Que a força do medo que tenho não me
impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que grito,
mas a outra metade é o silêncio.

Que essa minha vontade de ir embora se
transforme na calma e na paz que eu mereço.
E que essa tensão que me corrói por dentro,
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que não seja preciso mais do que uma simples
alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade é o cansaço.

E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é
amor
e a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Futuro


Eu nunca tive tanta certeza de uma coisa antes, como tenho agora. Tenho certeza do meu amor, dos meus sentimentos, que são os mais verdadeiros e sinceros que posso encontrar, das minhas promessas e de tudo que anda acontecendo comigo de uns tempos pra cá. Eu não sei se amanhã eu estarei viva, não sei se daqui a 10, 20 ou 30 anos eu estarei ao seu lado, não sei se todos os meus sonhos e desejos virarão realidade, não sei se você vai me amar pra sempre, como promete. Mas o que eu tenho certeza absoluta é que eu nunca, e sinceramente, eu nunca irei te esquecer. Nem que eu queira. Você marcou a minha vida, a minha história de uma forma que ninguém nunca irá marcar, eu tenho certeza. E o que eu sinto por você, hoje, é extremamente forte. Mais forte do que eu. Mais forte do que qualquer coisa existente no mundo. Esse sentimento se expandiu como uma explosão em mim. Tão extremo, tão forte. E ele jamais morrerá. Eu não sei até que ponto esse amor quer você sente ainda vai existir, mas quero que saiba que sem você aqui não dá mais. Sério. Eu não sei mais viver sem seu toque, sua pele, seus olhos. Eles são essenciais para a minha sobrevivência. E não falo isso da boca pra fora, juro. Eu nucna pensei que essa... coisa... que eu sinto aqui dentro de mim, pudesse existir.
Débora França.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Irmã


Eu tenho tanta coisa pra dizer, mas, sinceramente, me faltam palavras. Eu só queria pedir obrigada por tudo. Obrigada por sempre saber quando eu preciso de você, obrigada por sempre dizer palavras confortantes quando eu mais preciso e, principalmente, obrigada por existir e por me deixar fazer parte da sua vida. Sei que o tempo, de agora em diante, às vezes, pode faltar e por isso não teremos mais tantos momentos de companheirismo, mas quero dizer que isso não significa que a amizade acabou. Muito pelo contrário. Quero que fique bem claro que apesar de todos os fatos, os acontecimentos, os caminhos diferentes e os rumos tomados... que apesar de tudo, você nunca sairá de minha mente. Nunca sairá do meu coração. Pois nele você conquistou um lugar definitivo, pode ter certeza! Eu vou te amar pra sempre, irmã. Você sempre será aquela em que sei que posso confiar plenamente, de olhos fechados. Sempre será aquela que sei que posso ser eu mesma, sem medo de fazer ou falar nenhuma besteira, sem medo de ser idiota. Porque no fundo, você é uma idiota como eu. E não encare esse destino como ruim, pois eu também não o encaro assim. Só peço que me prometa que será feliz, longe ou perto de mim. Desejo-te um futuro brilhante e muito amor, pois tenho certeza que você merece mais do que ninguém. Eu te amo. Muito.

Para minha melhor amiga que é e sempre será a pessoa mais importante na minha vida: Sarah Siqueira.
Débora França.

sábado, 19 de dezembro de 2009

O mais lindo sentimento


Palavras bonitas. Gestos singelos. Beijos, carícias, promessas. Nada consegue representar um milésimo sequer do que eu sinto. Esse sentimento que eu alimento e nutro todos os dias. Esse sentimento que eu não preciso fazer força alguma para ele permanecer dentro de mim, pois é por ele, e só por ele, que eu acordo todos os dias com algum propósito. E é este sentimento verdadeiro que me faz seguir em frente. É nele que eu encontro forças para vencer todos os obstáculos existentes no meu caminho e é ele que me faz levantar a cabeça e sorrir. Sorrir de felicidade, sorrir de gratidão. Gratidão por tê-lo ao meu lado, por saber que sempre que eu precisar, e mesmo que não precise, ele sempre estará aqui bem perto de mim para me ajudar a levantar, para arrancar sorrisos inocentes e para me fazer feliz. Sem mais rodeios, preciso dizer: Você é tudo pra mim. E eu te peço com todas as forças que, graças a você, tenho dentro de mim: Nunca me deixa. Nunca vai embora. Nunca desiste de mim. Eu te amo e nada e nem ninguém vai conseguir arrancar isso dentro de mim, nunca. Porque este sentimento é o sentimento mais lindo, mais puro, mais real que eu já conheci em toda a minha existência. E sem ele, eu garanto, eu não sou nada.
Débora França.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Abra a felicidade você também!


Vamos sentir algo novo... vem curtir comigo, isso faz tão bem. Abra um sorriso no rosto de alguém, pra eu sentir como é bom. Hoje eu acordei num clima bacana, alegria transbordou e me lembrou que alguém me ama. Ontem eu tava perdida, hoje eu tô sem problema e muito leve. Até pode acontecer com você, eu tô rindo a toa, quem mais vai querer? Quero ver o sol brilhar sem parar. Será que é pedir demais? Hoje eu quero sair com meus amigos por aí. A vida é muito curta, pra que desperdiçar? Se você ouve o seu coração, o mundo cabe na sua mão. E quem sabe eu te encontro lá, existe tanto a compartilhar. Eu já ergui a ponte, é só atravessar!
Nx zero, Pitty, Mv Bill.

Infância


E agora que já estamos crescidos, será que já deu pra perceber que você não tem mais amigos e sabe que eu não vou socorrer? Olhe pra você agora, quem é a criança que chora? Eu sei que posso estar errado, mas fico feliz em te ver assim. Mas saiba que o nosso passado entalhou cicatrizes de ódio em mim. Saiba que eu daria tudo pra poder dizer que o sofrimento que você causou me fez crescer. Tem vezes que eu daria tudo pra retribuir tudo que você fazia pra me destruir. E a culpa é sua por hoje eu ser assim, por eu não ter sido criança, por eu não gostar mais de mim e por eu não ter tido infância.
Fresno.

Escuridão


Lembranças. Estas me inundam enquanto, num quarto escuro, permaneço imóvel. Imóvel, pois não tenho forças para mexer nenhum membro sequer. Ou apenas porque continuo inebriada com seu cheiro que, sem motivo algum, permanece no meu lençól. Frio. É o que sinto. Muito frio. Pois não tenho mais teu corpo que, junto ao meu, se aquecia de forma incrível. Já não tenho mais um coração. Este foi desfalecido ao longo do tempo. Tempo este que já se passou e eu nem senti. O que eu preciso? Você. Só você. Seu toque, seu perfume, seu olhar que, esplendidamente, sempre se encontrava em minha direção. Ou talvez eu não precise de você. Apenas de uma cura para este amor doentio.
Débora França.

Sem você


Minha vida, minha história. Só fez sentido quando te conheci. Seus olhos, sua face, me levam além do que pensei. Se às vezes me escondo, em você eu me acho. Nem dá pra disfarçar. Preciso dizer: você faz muita falta. Não há como explicar. Foi sem você que eu pude entender que não é fácil viver sem te ter. Meu coração me diz que não, eu não consigo viver sem você.
Rosa de Saron.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tudo começou



De uma forma tão estranha e foi de uma forma mais estranha ainda que tudo acabou. Você se foi, sem dizer nada, sem se despedir e sem nem me dar um adeus. Mas eu ainda tenho esperanças. Eu vou te esperar, vou te levar dentro de mim aonde quer que eu vá. E nada vai conseguir mudar isso. Porque sem você nada aqui parece ser o que realmente é. Pelo contrário. Tudo fica ao avesso. E se não for pedir muito, volte pra mim. Volte pra essa casa que sempre te pertenceu e fica do meu lado pra sempre.
Débora França.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O meu eu


As pessoas tem o direito de não gostar do meu jeito, de não apoiar os meus ideais, de não me achar bonita ou até mesmo verdadeira. Isso não influencia em absolutamente nada na minha vida, afinal, não vivo de opiniões alheias. O meu amor, eu reservo para aqueles que merecem e que o querem. Não sigo todas as regras (por sinal, a grande maioria), não sorrio para quem não quero, não finjo ser quem não sou. Não faço questão de ser popular, ser rebelde e gostosona. Não tenho vergonha de assumir o que faço, o que sou e do que gosto. Adoro ler, não ligo que me chamem de nerd, escuto música clássica sim, mas não é por isso que eu sou a menininha alternativa, a cult. Eu sou é bem normal (ou será que isso é ser diferente?) e eu sou feliz demais assim! As pessoas julgam, eu julgo. Não sou qualquer uma, tenho meus limites e respeito meus sentimentos. Mudo de opinião, mas não de princípios.
Débora França.
Alguns Trechos: Flaviana Faria, Fabiane Boyd.

Eu quero sempre mais


Eu quero mais sorrisos, eu quero mais amor,
mais paixão, mais sinceridade, gritos,
lágrimas de felicidade. Eu quero mais amigos,
mais festas, mais música, mais agito!
Eu quero menos responsabilidade, menos obrigações,
menos ódio, mentiras. Eu quero menos roupa,
menos cabeça quente, menos falta de tempo,
menos resolver tudo por email, menos distância.
Eu quero mais olho no olho, mais beijos e abraços,
mais carnaval, sonhos, magia!
Débora França.
Alguns Trechos: Comercial das Havaianas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Miserable at best


AVISO: Desculpem o tamanho do post, mas li essa história e acho que vale super a pena eu postar ela aqui. Adorei, de verdade!




Trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=cb06Euo-gbs




Miserable at best (Miserável ao máximo).

"Era a primeira garota que ele sentia realmente prazer por estar junto, parecia alguma droga que jogavam em sua corrente sanguínea quando ele a tocava."


Prólogo

- John? – Katie chegara à sala de aula com os olhos inchados e despertara John de seus pensamentos enquanto ele batucava alguma música em sua mesa.
- Ei, amor. – John se levantou e a puxou pela cintura, tirando os foninhos e dando-lhe o selinho mais demorado e doce que Katie já havia provado. – O que há? – Ele disse ainda segurando a cintura da garota contra a sua.
- Eu... Preciso te falar uma coisa. – Ela limpou a garganta e olhou para os lados, tentando ver se seu professor não havia chegado.
- O quê? – Ele a soltara e ela afastara um passo, limpando os olhos com a manga de sua blusa de frio. John engolira em seco e permanecera fitando até a garota criar coragem para falar.
- Eu vou me mudar. – Ela deixou as lágrimas ardidas caírem pela face e observou que o professor havia entrado na sala, porém todos estavam conversando.
- O... O... Quê? – John gaguejou enquanto se sentava e colocava a mão no peito. Um ano de namoro, eles iriam se formar naquele ano... Juntos. E agora tudo iria mudar.
- É. – Ela limpou os olhos novamente e sugou o ar. – Eu não quero, John.
- Eu... Não sei o que falar. – Uma pequena gota grossa saiu dos olhos de John, mas foi limpa logo após isso.
O professor mandou todos os alunos se sentarem, enquanto todos permaneceram sentados e prestando a atenção, Katie chorava de cabeça baixa e John permanecia em estado de choque. Era a primeira garota que ele sentia realmente prazer por estar junto, parecia alguma droga que jogavam em sua corrente sanguínea quando ele a tocava.

Fim do prólogo

-

Capítulo único.

Katie, don't cry, I know you're trying your hardest
Katie, não chore. Eu sei que você está tentando ao máximo.


- Meu pai disse que deixa eu vir para a formatura. – Ela disse suspirando e deixando algumas lágrimas cair. Seu pai era o grande culpado por ela se afastar de John e o que ele queria era fazê-la se sentir pelo menos um pouco confortável. John pegou as malas de Katie e a abraçou pela cintura enquanto saiam do quarto da garota em silêncio.
- Que bom. – Ele falou baixo, como se fosse um sussurro para si mesmo e sorriu para si mesmo também.
- Eu insisti para eu vir nos finais de semana, mas sabe como é... Hm... Mil milhas e tudo mais. – Ela engostou sua cabeça no peito de John enquanto desciam as escadas e este afagou seus cabelos com a mão livre das malas. Ficaram em silêncio até chegarem à imensa sala. A pequena irmã de Katie, Lizzie, estava completamente inconsolável por estar perdendo o melhor namorado que Katie havia arrumado, apesar de ser o único. Ela esticou os braços para cima e os olhos insistiam para que John a pegasse no colo. Ele sorriu sem graça, porque a menina já tinha seis anos, mas mesmo assim colocou as malas de Katie no chão e pegou Lizzie no colo.
Os pais de Katie, Marienne e Luke, olhavam maravilhados para o garoto de cabelos claros e olhos cor-de-mel, pele clara e com várias marcas de simpatia e de carisma pela sua face, seu corpo era o corpo de um adolescente normal, o Katie vira ali? O que todos aqueles garotos que pareciam deuses não tinham: sentimentos, nenhum medo de parecer frágil, nenhum medo de ser romântico e com uma inteligência adimirável. Katie tinha os cabelos pretos, lisos, em um corte simples, com uma franja bonita. Simples, era isso que eles eram: simples. Pena que agora tudo iria virar do avesso.



And the hardest part is letting go of the nights we shared.
E a parte mais difícil é deixar pra trás as noites que nós partilhamos.




Enquanto John balançava Lizzie em seus braços, observava cada detalhe da casa que ele nunca mais visitaria em noites chuvosas depois de um telefonema embaraçoso e desesperado da sua namorada que solicitava carinho e atenção porque seus pais haviam viajado.


Flashback

- Katie, abre a porta, eu acho que vou morrer afogado aqui de fora. – John gritava pelo fato da chuva estar bastante forte. Katie gargalhava enquanto descia as escadas com uma mistura de pavor e de prazer. Abriu a porta o mais rápido que pôde e se deparou com um garoto ensopado de olhos semi-serrados e se abraçando para tentar se aquecer, embora fosse improvável que ele tivesse algum sucesso.
- John, John. – A menina sorriu feliz e o puxou pela mão para dentro de casa. – Você veio. – Ela falou surpresa, apesar de que no fundo ela sabia que ele iria de qualquer forma.
- Claro. – Ele disse batendo os queixos. – Pode me dar uma toalha ou quer que eu morra de pneumonia? – Katie olhou para ele de olhos arregalados e disparou escada a cima para pegar a toalha. John permaneceu imóvel na sala enquanto Katie pegava um pijama de seu pai e uma toalha para o namorado. Segundos depois, Katie apareceu na sala novamente, tropeçando no tapete e caindo na gargalhada enquanto entregava as peças de roupas para o garoto que estava rindo também.
- Desastrada. – Ele falou em um tom abafado enquanto passava a toalha em seu rosto.
Foram horas de gargalhadas, de abraços quentes e aconchegantes no sofá enquanto o filme passava na sala, foram horas de planos e de muito amor. Horas e horas. Aquilo se repetia direto, pelo fato de que os pais de Katie estavam sempre viajando e John estava sempre ajudando a menina em seus desesperos noturnos.

Fim do flashback


- Bom, vamos? – O pai de Katie disse enquanto John colocava a pequena Lizzie no chão.
- É. – Katie falou baixinho, ninguém ouvira. Seus olhos inchados já não deixavam com que saíssem nenhuma lágrima sequer, pelo fato de que elas já haviam se secado, provavelmente. John abraçou a namorada pelos ombros e sussurrou em seu ouvido enquanto caminhavam até o portão de saída.
- Acho que nós conseguimos superar a distância. – Ela o olhou e sorriu assentindo com a cabeça.
- Também acho que sim. – Ele a puxara com força contra si e lhe dera um beijo urgente.
Depois de longas despedidas e de imensas promessas, como, ligar todos os dias, mandar cartas e e-mails e até mesmo, visitar; A família de Katie adentrou o carro e Luke foi dirigindo vagarosamente pela rua enquanto todos acenavam tristes ‘Adeus’ com o caminhão de mudança logo atrás.



Ocala is calling
Ocala está chamando




Ocala. Ocala. Era este o nome da cidade que Katie estava indo. Seus olhos estavam perdidos pela estrada enquanto seu pai dirigia em alta velocidade. A viagem seria longa e a tristeza a prolongaria mais ainda. Já John, permaneceu parado com a mão suspensa no ar por muitos minutos na Rua de Katie, o tempo suficiente para que seu braço doesse e para que as pessoas que passassem na rua pensassem que era um louco. Mas ele era realmente louco, louco por Katie, apenas isso. Um adeus. Ou seria um até logo? Nenhum dos dois, nem Katie e nem John, sabiam responder o que aconteceria com eles dali para frente.



And you know it's haunting but compared to your eyes, nothing shines quite as bright and when we look to the sky, it’s not mine, but I want it so.

E você sabe que isso é assustador, mas comparado aos seus olhos, nada brilha tanto. E quando nós olhamos para o céu, não é meu, mas eu quero tanto.




Adeus seria uma palavra dolorida até mesmo de se pronunciar. A falta do toque, das palavras sussurradas ao pé do ouvido, dos abraços, dos afagos, seria tão difícil de lidar sabendo que a mil milhas está a pessoa que eles mais amavam e nada seria igual antes. Nada.
John, naquele dia da partida de Katie, decidira que não iria voltar para casa tão cedo. Andou por quase toda a cidade, com as mãos no bolso, sentindo a brisa gelada da noite chegando e olhando para o céu. O céu tão lindo que ele prometera que se tivesse capacidade daria para Katie. O céu tão lindo que ele teria de atravessar para chegar aonde Katie estava indo.
Já Katie – que ainda estava na estrada – permanecera olhando a estrada, depois o céu, depois a estrada e depois o céu.

Os meses se passaram. O que era previsível aconteceu, Katie estava se deliciando com a nova vida ao lado de seus novos colegas de colegial e John permanecera triste. Era triste para John ver a felicidade de Katie – mesmo que fosse isso que ele queria ver, ele queria também pensar que ela estava triste por estar longe dele. Katie já não ligava todos os dias para John como no início e John era quem fazia isso. Katie já não chorava todas as noites enquanto observava o céu estrelado e lembrava do brilho dos olhos de John e John era quem fazia isso ao lembrar do brilho dos olhos de Katie. Era tão dolorido para ele tudo isso enquanto para ela – depois de quatro meses – já parecia estar sendo tão fácil, tão simples e tão indolor.



Let's not pretend you're alone tonight. (I know he's there)
Não vamos fingir que você está sozinha hoje. (Eu sei que ele está ai)




Era o dia de um baile rotineiro no colégio novo de Katie. Todos de Ocala estariam lá – ou pelo menos a maioria, já que era apenas uma pequena cidade. Katie estava linda, linda como nunca se sentia há tanto tempo, porque só John conseguia fazer com que ela se sentisse daquela maneira e naquele momento – a mil milhas de distância – ela estava se sentindo linda, longe de John, sem John e sem se lembrar de John. Ela permanecera dançando com suas novas amigas, Amy e Lucy, ambas lindas também. Katie não havia contado para John sobre o baile, já era tarde da noite quando seu pequeno aparelho de celular tocara.
- John. – Ela suspirou um pouco feliz e um pouco triste. Enquanto se dirigia, segurando levemente seu vestido, para uma sala silenciosa dentro do ginásio, onde alguns casais se beijavam e algumas pessoas bebiam. – Alô? – Ela disse com um sorriso delicado nos lábios se sentando no sofá vermelho que estava desocupado.
- Katie? – John disse com o maior sorriso do mundo, sentindo seu peito quente e seus lábios gelados. Ele ouvira a música ao fundo e se perguntou onde ela estava – mesmo que ele já não sentisse mais no direito de saber tudo que Katie fazia.
- Ei, John. – Nos primeiros segundos, Katie não havia reparado que um rapaz moreno que segurava um copo de bebida a olhava com certo desejo, porém logo depois de responder John, seu olhar se cruzou com o dele.
- Tudo bem? – Ele perguntou tentando manter a conversa normal que eles possuíam.
- Tu...do e com você? - John percebera certa estranheza na voz de Katie.
- Estou bem, só liguei para... Sabe, rotina. Então, depois te ligo novamente. – Ele soltou as palavras como se estivesse dizendo as palavras finais antes de um ladrão dar-lhe um tiro. Mas seria exatamente isso que lhe aconteceria dali a alguns dias, ele realmente sentiria que havia recebido um tiro. John desligou o telefone sem esperar que Katie lhe desse alguma resposta, ele conhecia “sua pequena” e sabia que ela estava fazendo algo enquanto ele estava tendo sua conversa casual com ela. Katie nem reparou que John havia desligado o telefone, só voltou a colocar seu aparelho na bolsa e se manteve sentada no sofá observando o garoto do outro lado da sala.



You're probably hanging out and making eyes. (While across the room, he stares)
Você provavelmente saiu pra se divertir e está paquerando. (Enquanto do outro lado da sala, ele a adimira).




Katie sentia seu coração pulsar forte em seu peito enquanto o garoto do outro lado da sala a admirava. Enquanto isso, John estava parado com seu celular em mãos e deitado em sua cama, pensando em Katie.
- Katie. – Ele chamava baixinho, sentindo as lágrimas borbulharem em seus olhos como se fosse um líquido ácido de tão ardidas que eram.
Katie havia se esquecido que John a conhecia muito bem até mesmo pelo seu tom de voz e por ter esquecido apenas se esqueceu de pensar se o havia machucado ou não, apenas permaneceu sentada no sofá vermelho, observando o rapaz de cabelos negros.



I bet he gets the nerve to walk the floor and ask my girl to dance, and she'll say yes.
Eu espero que ele tenha coragem para andar pelo salão e chamar minha garota pra dançar e ela dirá que sim.




John agora se sentara em sua cama, com a cabeça entre as mãos e balançando as pernas. A saudades o dilacerava – por mais que soasse gay e estranho, era a simples e pura verdade. Katie agora observava que o rapaz de cabelos negros, chamado Henry, estava vindo em sua direção, agora sem nenhuma bebida em suas mãos e com uma música romântica abafada ao fundo. Henry achara Katie extremamente linda e ele queria tanto dançar com ela, só estava esperando o momento certo – ou a música certo. Ele foi se aproximando a medida que a música se prolongava, John permanecia sentado em sua cama com o celular entre suas palmas. Henry agora se sentara ao lado de Katie e a olhava de perto. Traços como de uma boneca.
- Quer dançar? – Ele sussurrou para não atrapalhar os outros casais que já estavam embalados nos passos certos para a dança.
- Claro. – Ela sorriu encantada com a iniciativa do rapaz. Nem por um segundo ela se lembrou de John enquanto dava as mãos para Henry e sorria timidamente enquanto caminhavam para o meio da sala.
- Quer que eu guarde sua bolsa aqui? – Ele disse abrindo o smoking e mostrando o bolso que havia por dentro.
- Obrigada. – Ela disse entregando-lhe a sua carteira-bolsa. Eles pararam e ficaram se olhando nervosamente por alguns poucos segundos, até que Henry tomou coragem para encostar suas mãos na cintura da garota e puxá-la contra si, enquanto Katie entrelaçava seus dedos ao redor do pescoço do rapaz. Katie fechou seus olhos vagarosamente e Henry fez o mesmo. Ficaram assim, se balançando de um lado para o outro por algum tempo. Até que um toque de celular atrapalhou tudo e quebrou o clima. Ela suspirou enquanto Henry tirava o celular de seu bolso e lhe entregava. Katie apertara o botão para atender e logo após Henry disse com a voz doce.
- Rápido, antes que a música acabe. – Era John do outro lado da linha. Ele ouvira tudo. Tudo. Um tiro certeiro.
- Oi, John. – Katie falou tentando transparecer normalidade. Ele permanecera em silêncio, ainda sentindo a voz do rapaz ecoarem em seus ouvidos. – John? – Ela chamara agora um pouco preocupada.



Because these words are never easier for me to say or her to second guess
Porque essas palavras nunca são fáceis pra mim dizer ou para ela adivinhar.




- Hã. – John limpara a garganta. – Oi. – Ele disse sentindo as ácidas lágrimas borbulharem em seus olhos novamente. – Desculpa ter ligado novamente.
- Não, não tem que se desculpar. – Ela passou as mãos pelos fios negros de cabelo e sorriu para Henry.
- Tenho. Você deve estar ocupada. Igual você disse, anda estudando muito, não é? – Ele disse com um tom sarcástico.
- É. – Agora Katie estava sentindo fincadas por toda a barriga. Só naquele momento ela percebera que estava mentindo para seu namorado – ou seria ex? – e que havia dito que naquela noite ficaria estudando com o seu pai para a invisível prova de química.
- Como vão os estudos? – John passou uma mão com toda a força em seu rosto, como se estivesse se obrigando a parar de chorar antes que Katie percebesse.
- John... – Ela suspirou. – Eu não estou estudando. – Henry permaneceu parado a olhando com o sorriso angelical.
- Ah... – Foi tudo que ele disse e deu uma leve fungada para tentar sugar as lágrimas de volta para dentro de si.
- Não, John. Não me diga que... – Ela iria dizer algo, mas não tinha o que dizer. Agora sim ela vira o sofrimento que estava causando à John.



But I guess that I can live without you but without you I'll be miserable at best.
Mas eu acho que eu posso viver sem você, mas sem você eu serei miserável ao máximo.




- Katie. – John agora ria ironicamente. – Não digo mesmo.
- Ok. – Ela respondeu sem jeito pela forma rude que John a tratara.
- Acho que seu amigo está apressado para... Hm... Fazer alguma coisa antes que a música acabe. – Soltou as palavras rapidamente.
- John... – Katie chamava suplicante.
- Katie... Vá se divertir. – Ele forçou uma voz doce agora, sentindo uma faca passar por sua garganta.
- Tu-do bem. – Ela respondeu vagarosamente.
- E ah, a partir de hoje, eu não te ligo... Você não me liga e tudo fica bem. – Ele complementou. Aquilo foi um choque para Katie.
- Mas, John... – Ela chamou suplicante novamente.
- Sem ‘mas’. Acho que esse tempo longe já foi o suficiente pra aprender a viver sem você. - Soltou essas palavras sem pensar. Ele sabia que se fosse viver sem Katie seria na tristeza mais profunda possível, por que dizer tais palavras se no fundo ele sabia como se sentiria quando desligasse o telefone?
- Tudo bem. – Agora Katie tentou manter a voz firme. Uma mistura de sentimentos estava pulando em sua cabeça, ela não sabia se sentiria alívio ou tristeza.
O telefone foi desligado. Um adeus definitivo – será?. Uma maldita distância.



You're all I hoped I'd find in every single way and everything I could give is everything you couldn't take (…)
Você é tudo que eu esperava encontrar em todos os sentidos. E tudo que eu pude dar foi tudo o que você não pôde receber. (...)




John desligou o telefone e se afundou em lágrimas. Lágrimas que ardiam.
Katie desligou o telefone e permaneceu imóvel. Ela queria chorar, mas não conseguia. Henry a puxou para perto e lhe abraçou como se soubesse tudo que estava acontecendo e era nada mais e nada menos que um desconhecido que havia entrado há dez minutos na vida de Katie.


Flashback

- É para sempre? – Katie, de pijama rosa claro e pantufas enormes, perguntava ofegante enquanto pulava como uma criança em cima de sua cama.
- Sempre. – John disse enquanto olhava para cima e permanecia deitado na cama da garota com seus braços atrás de sua cabeça.
- Sempre, sempre? – Katie perguntou com uma voz de bebê e caiu com tudo do lado de John que a puxou contra si e colou suas bocas.
- Sempre. – Ele falou enquanto mordia levemente a boca da garota.


Fim do flashback


Durou tão pouco a eternidade de ambos, tão pouco.





Epílogo

Amores perfeitos não existem. John e Katie foram as provas mais concretas disso. O adeus estava dado definitivamente. Mais um livro fechado. Mais uma história que estava fadada para dar certo, que por um imprevisto do destino deu errado. John permaneceu se sentindo “miserável” por muito tempo. Todos se sentiriam se estivessem no lugar dele.

O fim de um relacionamento pode machucar qualquer pessoa. Machucou John e ao mesmo tempo estava machucando milhares de pessoas ao redor do mundo que passavam pela mesma situação.

A falta dói, a falta dilacera e corroí, mas depois de um tempo todos acostumam. Todos descobrem que talvez a vida apenas estava mostrando de uma maneira triste que aquilo não era o melhor para o casal.

John andou para um caminho, Katie andou para outro. Eram caminhos opostos, mas ainda sim, John conseguia ver Katie longe. Ainda sim ele tentava enxergar em que ponto seu caminho se cruzaria com o de Katie novamente, até que se cansou de tanto procurar e de não ver nada. Só ver Katie sendo feliz em sua nova vida e permanecer triste em sua vida de sempre. Era isso. Depois de meses e meses, ele se cansou. Ele não mudou, apenas se acostumou à situação que estava sendo obrigado a lidar. Já Katie, muitas vezes se arrependia por não ter ligado para John em alguns momentos ou de não ter tido coragem para dizer que sentia a falta dele. Ela realmente sentia, só que era tarde para sentir qualquer coisa.

Depois de mais alguns meses, John sentiu seu coração palpitar com uma carta de Katie que havia chegado certa vez. Mas era algo normal e de se esperar. A carta dizia:
“Desculpa, eu sei que não faz sentido te escrever agora e já faz tempo desde que esse sentido sumiu. Por minha culpa. Mas é que hoje tem tanta gente aqui e ninguém me vê... Você me viu num momento desses e é do seu olhar que eu sinto falta. Do mundo parando só pra você ser meu.
Saudades, Katie.”

O coração palpitou, porém logo depois ele se lembrou de tudo que havia acontecido nos últimos meses, então em questão de segundos, o pequeno papel branco estava embolado e colocado no fundo de uma gaveta, para que dali a alguns anos ele o encontrasse e se lembrasse de como era boa aquela época – apesar dos sofrimentos.

Lembrar. Lembrar. Era isso que iria acontecer: eles iriam apenas se lembrar.

Tudo passa, as lembranças – boas e ruins - ficam.

FIM.


Paula Sant'anna.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Tempos modernos


Eu vejo a vida melhor no futuro, eu vejo isso por
cima de um muro de hipocrisia que insiste em nos rodear.
Eu vejo a vida mais clara e farta, repleta de toda satisfação (...)
Eu quero crer no amor numa boa, que isso valha pra qualquer
pessoa que realizar, a força que tem uma paixão.
Eu vejo um novo começo de era, de gente fina,
elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais
sim do que não, não, não.

Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem
se sentir. Não há tempo que volte amor, vamos viver tudo
que há pra viver, vamos nos permitir.
Lulu Santos.

New Year


O final do ano está chegando e, querendo ou não,
cada um está seguindo o seu rumo, o seu caminho.
Mas isso, por vezes, parece ser triste.
Afinal, cada caminho é diferente do outro.
Mais no futuro, pode ser que um deles se cruzem, mas
também pode ser que não.
E vai doer bastante pensar que daqui a 1 mês
muitas amizades serão perdidas, muitas
amizades continuarão, muitas irão se tornar mais
importantes e outras você descobrirá que, no fundo,
nunca valeu a pena.
Mas não pense que aqueles que não manterem contato,
não eram verdadeiros amigos.
Nada a ver! O problema é que a maturidade está chegando
cada vez mais próximo de todos nós e isso acaba
fazendo com que nós tomemos nossas vidas,
separados ou não, uns dos outros.
É por isso que eu digo, com toda certeza,
que esse ano valeu a pena e que ainda vai valer.
Por isso, curta os últimos momentos, ria bastante,
abrace aqueles que você não tem costume de abraçar,
beije o rosto dos mais próximos,
conte piadas, tire muitas fotos, faça coisas inusitadas,
brinque, dance, viva!
Porque depois, só restarão as lembranças
boas que ficarão em nossas mentes.
Débora França.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Amor


Felicidade, amor, paixão, reciprocidade, amizade, lealdade, companheirismo... São inúmeros sentimentos que me inundam de uma vez só quando eu penso em você e, principalmente, quando você está ao meu lado. Sem você, tudo aqui é estranho, frio. E eu sempre preciso de um telefonema ou alguma coisa que me faça lembrar você, pelo menos por um instante. E quando eu vivencio os piores momentos, a única coisa que me tranquiliza é a tua voz, o teu toque. Aliás, tenho que dizer que sem eles, eu já não sei viver. E, aliás, eu não sei viver sem você. Preciso dizer que te amo, sempre e pra sempre. Por alguns instantes eu até penso no nosso fim, mas logo vem aquela imensidão de dor e eu logo vejo alguma coisa que te lembra, o que me faz pensar que sem você, eu não existo. Então, eu logo substituo este pensamento por alguma lembrança e tudo fica lindo, novamente. Como sempre foi. E como sempre será.
Débora França.

Não tente me entender


Sou uma interrogação.
Às vezes alegre, às vezes triste, às vezes pessimista,
às vezes qualquer coisa.
O que importa é que eu sou feliz e, sinceramente, eu sou feliz!
Débora França.

Vício


Porque eu simplismente me sinto completa ao seu lado?
Porque nada me falta quando você está por perto?
Porque ter essa sensação é a melhor e a pior coisa do mundo?
Deve ser porque eu me vejo tão dependente de você e ao mesmo
tempo eu não queria que você fosse como uma droga pra mim.
Eu já deveria ter ido para reabilitação.
Mas a cada dia que se passa, essa droga me consome mais e mais.
E eu preciso sair dessa. Preciso largar do meu vício: Você.
Débora França.

Querido Sr. Presidente


Venha dar uma volta comigo.
Vamos fingir que somos apenas duas pessoas e você não é melhor do que eu.
Eu gostaria de fazer-lhes algumas perguntas se pudermos conversar honestamente.
O que você sente quando vê tantos sem-teto na rua?
Por quem você reza a noite antes de dormir?
O que você sente quando olha no espelho?
Você se sente orgulhoso?
Como você dorme enquanto o resto de nós chora?
Como você sonha quando uma mãe não tem chance de dizer adeus?
Como você anda com sua cabeça erguida?
Você pode ao menos me olhar no olhos e me dizer como?
Querido senhor Presidente, você era um garoto sozinho?
Como você pode dizer que nenhuma criança é deixada para trás?
Nós não somos bobos e nem somos cegos!
Que tipo de pai tiraria os direitos da própria filha?
E que tipo de pai poderia odiar a própria filha se ela fosse gay?
Eu já posso imaginar o que a primeira dama tem a dizer.
Você já percorreu um longo caminho de uísque e cocaína.
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Salário minimo com um bebê a caminho,
reconstruir sua casa depois que as bombas a levaram embora,
construir uma cama com caixas de papelão.
Você não sabe nada sobre trabalho duro!
Querido senhor Presidente, você não daria uma volta comigo... Daria?
Pink.

Seu sorriso é meu


Com você quero estar, seu jeito sincero.
Tudo vai se acertar e assim eu espero.
Temos muito o que viver, nós dois juntos sem temer,
ninguém vai poder nos impedir e eu vou te mostrar.
Vamos nos encontrar, ficar sempre juntos, viver nossos sonhos!
Tenho muito pra dizer, tanta coisa a aprender.
Ontem eu não dormi pensando em seu jeito e hoje eu
percebi qual foi meu defeito.
Só te peço por favor, se ainda existe amor
não me faça ter que te esperar, não vou aguentar.
Scracho.

Eu queria te dizer


tantas coisas, mas me falta palavras no momento.
Queria te dizer que você é a coisa mais linda e
importante na minha vida,
que você é mais do que essencial e que
sem você eu não seria
nada, absolutamente nada.
E não digo isso da boca pra fora.
Digo porque tenho certeza.
Digo porque eu te amo!
Débora França.