quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Metade de mim


Que a força do medo que tenho não me
impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que grito,
mas a outra metade é o silêncio.

Que essa minha vontade de ir embora se
transforme na calma e na paz que eu mereço.
E que essa tensão que me corrói por dentro,
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que não seja preciso mais do que uma simples
alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade é o cansaço.

E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é
amor
e a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro.

Um comentário:

Anônimo disse...

oswaldo montenegro perfeito! *-*