quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sinto


como se estivesse presa. Presa ao meu passado, àquelas fotos que hoje enfeitam a estante da sala. Sei que preciso me desfazer delas, mas minha alma não me deixa fazer isso. Sinto como se o presente já não me importasse. Sinto que já não possuo mais aquele órgão que chamam de coração. Já não tenho mais certeza se é isso o que quero: sentir. Pois é só isso que acontece. Eu sinto. Nada mais. Já não ajo mais. Por medo. Medo ele que possui e engole todo o meu ser. Medo de decepcionar à todos, medo de deixá-lo sem ação. Medo! Medo este que aparece sempre quando eu menos espero e preciso. Volto à sentir, só sentir. Sentir apreço por ele. Sentir amor! Amor... Este amor só me deixa mais prisioneira. Prisioneira de mim, prisioneira do medo, dos fatos. E se o que sinto é realmente amor e medo, desejo que isso acabe. Desejo que isso se torne algo indiferente para mim. Desejo que este fim esteja próximo, pois se não estiver, o que estará é o meu fim.
Débora França.

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